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Dia Mundial da Erradicação da Pobreza

 

Segundo Ban Ki-moon, antigo Secretário-Geral das Nações Unidas “Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são a nossa visão comum para a Humanidade e um contrato social entre os líderes mundiais e os povos. São uma lista das coisas a fazer em nome dos povos e do planeta e um plano para o sucesso”.

Assim, surge como o primeiro ODS a erradicação da pobreza. Este objetivo pretende erradicar a pobreza extrema em todas as suas formas e em todos os lugares, implementando sistemas e medidas de proteção social nacionalmente apropriados para todos.

Hoje, dia 17 de outubro, celebra-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, proclamada pelas Nações Unidas em 1992, um dia com um significado cada vez mais urgente à medida que se percebe que os números da pobreza variam muito pouco ao longo dos anos.

A ONU, estima que 1,3 bilhão de pessoas vivem em diversas dimensões de pobreza, sendo que em Portugal, segundo a Pordata, após os apoios sociais, 1,9 milhões de portugueses encontram-se em situação de pobreza. Estes portugueses enfrentam múltiplos desafios e dificuldades a nível da saúde, educação, rendimento, habitação, transporte, alimentação e energia.

António Guterres destaca que a pandemia aumentou o número de pessoas nesta situação, recuando mais de quatro anos de progresso. As desigualdades aumentam e, dentro dos países, as economias sofrem com perdas de empregos, aumento rápido dos preços de alimentos e energia, além das “sombras crescentes de uma recessão global”. Reforça ainda que esta crise se junta à crise climática e aos conflitos violentos, atrasando o alcance dos ODS.

Este ano, o tema deste dia é: “Dignidade para todos” que, segundo Guterres, deve impulsionar uma ação global urgente para travar a pobreza. A EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza – já referiu em variados momentos que a luta contra a pobreza resulta de escolhas políticas e como um fenómeno multidimensional, apresenta causas estruturais e sistémicas que exigem soluções integradas e também multidimensionais.

Como a Plataforma Portuguesa Para as ONGD (Organizações não-governamentais para o desenvolvimento) no diz neste dia:” A pobreza é a negação dos direitos humanos fundamentais – económicos, sociais e culturais e, enquanto tal, lutar pela sua redução e erradicação é central.”

 

Solange Oliveira, Assistente Social da Rosto Solidário

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